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Colesterol – PARTE V - COLESTEROL X DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Qual será a relação entre o colesterol e a doença cardíaca?


Vou explicar em duas partes. [que integram nossos artigos “Colesterol” – confira os artigos anteriores].


Se você já fez esta leitura com atenção compreenderá que o colesterol é produzido em grande parte (75%) pelo organismo (no fígado, precisamente) e, apenas 25% é proveniente de alimentos. Observe que se o colesterol é oriundo de um processo natural do corpo, que responde pela regulação de funções vitais como metabolismo e, também, de hormônios – será que ele nos faria algum mal?


Convencionou-se chamar generalizadamente o colesterol de “colesterol bom e ruim”. Na verdade devemos compreender que o colesterol em si não se dissolve na corrente sanguínea, mas sim, é transportado por meio dela pelas lipoproteínas [2], que por sua vez se dividem em 2 tipos: a de baixa densidade - LDL - e de alta densidade - HDL. E, no caso da LDL há o chamado Padrão A (LDL-A) e Padrão B (LDL-B), que se referem ao tamanho de partículas de colesterol LDL no sangue, sendo considerado “ruim” o LDL-B, pelo impacto que pode representar nas artérias e, dai apresentar algum risco de doença cardiovascular. Dito isso, é equivocado dizer que o colesterol “total” (que não discrimina quem é quem) é causador de doenças cardiovasculares.


Um estudo publicado no BMJ Open [2] em 2016, que avaliou pesquisas observacionais sobre colesterol - LDL em população de idosos verificou que não há ligação com doenças cardíacas. Inclusive, sugeriu que o uso de estatinas seria desnecessário. A análise envolveu aproximadamente 70 mil pessoas e demonstrou não haver conexão mesmo nos casos de mortes prematuras de pessoas com mais de 60 anos com doenças cardiovasculares. Foi possível verificar também que 92% delas com um nível elevado de colesterol viveram mais tempo.


Neste contexto das doenças cardiovasculares uma das maiores distorções cabe à associação destes agravos com o colesterol e gordura saturada de origem animal. Com vimos nos outros artigos, estudos apontavam ambos como fontes de risco à saúde do coração. Anos mais tarde, novos estudos e, sobretudo, o artigo do Jama Internal Medicine, desbancaram esta teoria e trouxeram ao centro das discussões o principal vilão: o açúcar.


Vamos aprofundar na relação “açúcar e doenças cardiovasculares”. O açúcar – seja ele branco ou na forma de carboidratos refinados, impulsiona o colesterol bom para baixo, faz o triglicérides subir, gera as pequenas partículas de colesterol prejudiciais e pode provocar síndrome metabólica ou pré-diabetes. Essa é a verdadeira causa da maioria dos ataques cardíacos, não colesterol LDL.


Isso explica o porquê de na década de 50, embora com as recomendações para evitar a ingestão de gordura saturada e outras fontes de colesterol alimentares como o ovo - não houve redução nas cardiovasculares. Pelo contrário, os números vêm aumentando ao longo dos anos, sendo a causa número um de mortes no mundo[3].


O colesterol (padrão LDL-B) é apenas um fator de muitos [4] - e nem mesmo o mais importante - que contribui para o risco de doenças cardíacas. Na realidade, a maior fonte de colesterol anormal não é gordura saturada. É açúcar. Este se converte em gordura, sendo um culpado o xarope de milho de alta frutose, presente em refrigerantes, sucos e a maioria dos alimentos processados.


Assim, a preocupação real não é a quantidade de colesterol que você tem, mas o tipo de açúcar e carboidratos refinados em sua dieta que levam à produção de colesterol anormal.


A doença cardiovascular ocorre quando as principais funções corporais vão mal causando inflamação [5] , quando há desequilíbrios no nível de açúcar no sangue e insulina e estresse oxidativo. A inflamação pode surgir a partir de uma má alimentação (muito açúcar e gorduras trans), sedentarismo, estresse, doença autoimune, alergias alimentares, infecções. Todos estes fatores devem ser em caso de inflamação. Juntos, podem ser determinantes no que cabe à “risco de doença cardíaca”. Por isso, recomenda-se que seja feita uma avaliação médica abrangente para analisar o que pode ser um preditivo ou não.


Como vimos anteriormente, este desequilíbrio de açúcar no sangue pode fazer o colesterol bom ir pra baixo, enquanto os triglicérides aumentam, e com isso haver a inflamação e o estresse oxidativo. Por que isso é prejudicial? Com estas mudanças pode ocorrer espessamento do sangue, coagulação e outras disfunções - levando às doenças cardiovasculares.


No próximo artigo abordarei sobre COLESTEROL X OVOS!


Acompanhem!


 


 


 


Referências
[1]EH Mangiapane, AM Salter, Diet, Lipoproteins and Coronary Heart Disease: A Biochemical Perspective, Nottingham University Press, (1999) in Harcombe, Zoë. We have got cholesterol completely wrong.


Disponível em <http://www.zoeharcombe.com/the-knowledge/we-have-got-cholesterol-completely-wrong/ 
[2]Ravnskov U, Diamond DM, Hama R, et ai. Falta de associação ou associação inversa entre colesterol de baixa densidade-lipoproteína e mortalidade em idosos: uma revisão sistemática . BMJ Open. Publicado on-line em 12 de junho de 2016


 


 


 


Profª Esp. Andréia Luiz


CREF – 004703-G/PR


 


 


 



Fonte: [1]http://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/Cholesterol/AboutCholesterol/Good-vs-Bad-Cholesterol_UCM_305561_Article.jsp#

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