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Colesterol – PARTE VI - COLESTEROL X OVOS



Quando falamos em colesterol e doença cardiovascular muitos remetem o pensamento ao consumo de ovo. Se este tem sido seu caso, vamos rever este conceito. Consumir ovo (inteiro, até a gema) não é considerado fator de risco à saúde do coração.


Um estudo [1] publicado em 2016 verificou que "o consumo de até um ovo por dia pode contribuir para diminuir o risco de AVC e a ingestão diária de ovos não parece estar associada ao risco de doença coronariana”. Outro artigo [2] publicado em 2007 já apontava como resultado não haver relação entre o consumo regular de ovos e o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.


Uma pesquisa de 2015 [3] que analisou “ovo x saúde do coração” em pessoas com e sem doença cardiometabólica relata que uma dieta que inclua ovos (mais do que o recomendado usualmente) pode ser usada com segurança como parte de uma alimentação saudável tanto na população em geral quanto para aqueles em alto risco de doença cardiovascular, com doença coronária estabelecida e com DTM2.


Mas, de onde veio o receio de consumir ovos?


A American Heart  Association em 1968 anunciou uma recomendação de que todos deveriam consumir < de 300 mg de colesterol na dieta por dia e não mais do que 3 ovos inteiros por semana, conforme descreve o artigo “A Reabilitação de 50 anos do Ovo [4]”: “esta recomendação não só impactou significativamente os padrões alimentares da população, mas também resultou no público limitar uma fonte altamente nutritiva e acessível de nutrientes de alta qualidade, incluindo a colina, que foi limitada na dieta da maioria dos indivíduos”.


Após estudos – como estes que compartilhei aqui - que demonstram o valor nutricional do ovo e sua contribuição para o organismo, em 2015 as restrições de colesterol e ovo na dieta foram descartadas pela maioria das agências de promoção à saúde do mundo e recomendadas para serem retiradas das Diretrizes Alimentares direcionadas aos norte-americanos, que agora incluem o seu consumo regular como uma das fontes de proteína na alimentação.


Os ovos têm muitos atributos nutricionais, incluindo antioxidantes, que demonstraram reduzir o estresse oxidativo e a inflamação – que como vimos no post anterior são fatores de risco à saúde do coração.


 


 


Referências
[1] Alexander DD, Miller PE, Vargas AJ, et al. Meta-analysis of Egg Consumption and Risk of Coronary Heart Disease and Stroke. Journal of the American College of Nutrition. Published online October 6 2016.


Disponível em http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/07315724.2016.1152928 >


[2] Adnan I. Qureshi, M. Fareed K. Suri, Shafiudin Ahmed, Abu Nasar, Afshin A. Divani, Jawad F. Kirmani. Regular egg consumption does not increase the risk of stroke and cardiovascular diseases. Med Sci Monit 2007; 13(1): CR1-8.


 Disponível em http://www.medscimonit.com/download/index/idArt/470141 >


[3] Fuller NR, Sainsbury A, Caterson ID, Markovic TP. Egg Consumption and Human Cardio-Metabolic Health in People with and without Diabetes. Nutrients. 2015;7(9):7399-7420. doi:10.3390/nu7095344.


 Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4586539 
[4] McNamara, D.J. The Fifty Year Rehabilitation of the Egg. Nutrients 2015, 7, 8716-8722. Disponível em http://www.mdpi.com/2072-6643/7/10/5429 .


 


 


 


 


 


 


Profª Esp. Andréia Luiz


CREF – 004703-G/PR


 


 


 


 



Fonte: [1] Alexander DD, Miller PE, Vargas AJ, et al. Meta-analysis of Egg Consumption and Risk of Coronary Heart Disease and S

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