EM TODO O ESTADO
Paraná decreta situação de emergência em função da estiagem
O documento mobiliza os órgãos estaduais, sob coordenação da Defesa Civil, para atuarem em ações de resposta, reabilitação e reconstrução dos cenários.
Publicado em
23/05/2025 às 16:56
Atualizado em
Apesar da chuva registrada em algumas regiões do Paraná entre quarta (21) e quinta-feira (22), o Estado enfrenta desde dezembro de 2024 um período prolongado de estiagem, com chuvas abaixo da média e reservatórios em queda.
A situação preocupa autoridades e já afeta o abastecimento de água e a produção agrícola em diversas áreas. Para ampliar a capacidade de resposta e prevenir impactos mais graves, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quinta o Decreto 10.047/2025 que declara situação de emergência em todo o território paranaense.
O documento mobiliza todos os órgãos estaduais, sob coordenação da coordenadoria estadual de Defesa Civil, para atuarem em ações de resposta, reabilitação e reconstrução dos cenários afetados. A medida tem caráter preventivo e permite maior agilidade na resposta ao desastre, com dispensa de licitação para contratação de bens, serviços e obras emergenciais, desde que concluídas em até 180 dias.
“Temos um cenário de poucas chuvas até setembro ou outubro, com níveis de reservatórios baixos em grande parte dos rios do Estado. Esse decreto vai propiciar aos municípios a abertura de processos que permitem uma série de benefícios, facilitando a vida dos agricultores e da população urbana”, afirmou o coronel Fernando Schünig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o que se observa é uma irregularidade nas chuvas desde o verão. “O comportamento normal da estação seria a atuação de massas de ar quente e úmido, com grande disponibilidade de umidade na atmosfera e calor, fatores que favorecem a formação de nuvens e sistemas meteorológicos de chuva. Mas isso não aconteceu de forma regular”, explica.
Ele destaca que as precipitações dos últimos quatro a cinco meses não foram bem distribuídas ao longo do Estado. “Não há influência de fenômenos de grande escala, como a La Niña, que costuma reduzir drasticamente o volume de chuva. O que temos são efeitos locais, do Paraná e da América do Sul, que têm contribuído para esse cenário”, analisa.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
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