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POLÍTICA

Ex-governador do Paraná, Beto Richa e a esposa Fernanda são presos em Curitiba

O ex-secretário da Casa Civil Deonilson Roldo também foi preso, assim como o irmão de Beto, Pepe Richa e Ezequias Moreria.

Postado em 11/09/2018 às 10:37 |

Ex-governador Beto Richa e Fernanda Richa foram presos nesta terça. (Foto: Reprodução)

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso nesta terça-feira (11), em Curitiba. Ele é candidato ao Senado. A esposa de Beto Richa, Fernanda Richa, também foi presa, assim como o ex-secretário da Casa Civil Deonilson Roldo, o irmão de Beto, Pepe Richa, que foi secretário de obras e ainda o ex-secretário especial de Cerimonial e amigo de Richa, Ezequias Moreira.

O empresário e suplente de Senador Joel Malucelli também teve a prisão decretada, mas não estava em casa na hora da chegada dos policiais. Todos os mandados de prisão são temporários, ou sejam, de até cinco dias.

Em Londrina, Luiz Abib Antoun, parente do ex-governador, também foi detido pelo Gaeco.

Até o momento, as defesas de todos os citados ainda não se manifestou.

Fontes informaram que as prisões foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Paraná. Ao mesmo tempo, foi deflagrada pela Polícia Federal a 53ª fase da Lava Jato. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão na casa de Beto Richa, no bairro Mossunguê, em Curitiba. As mesmas fontes informaram que são operações distintas. As prisões da família Richa teriam ligações com denúncias de desvios em licitações no programa Patrulha Rural.

Operação Piloto

Já esta nova fase da Lava Jato, chamada de Operação Piloto, foi deflagrada nos estados da Bahia, São Paulo e Paraná para investigar contratos da Odebrecht. Aproximadamente 180 Policiais Federais cumprem 36 ordens judicias nas cidades de Salvador, São Paulo, Lupianópolis (PR), Colombo (RMC) e Curitiba.

O objetivo da investigação é a apuração de suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do GRUPO ODEBRECHT, em favor de agentes públicos e privados no Estado Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

As condutas investigadas podem configurar, em tese, os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

O nome dado à operação policial remete a codinome atribuído pelo GRPO ODEBRECHT em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigado nesta operação policial.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça.

Será concedida entrevista coletiva às 10h no auditório da sede da Polícia Federal em Curitiba.

Nota Governo do Paraná

“O Governo do Estado está colaborando com todas as investigações em curso. A governadora Cida Borghetti ressalta que não aceita nenhum tipo de desvio de conduta dos seus funcionários e que criou a Divisão de Combate à Corrupção para reforçar o combate à esse tipo de crime. Hoje a divisão esta fazendo buscas e apreensão em uma operação que combate fraudes a licitação

O Governo do Estado vai aguardar a divulgação de mais informações a respeito dessa fase da Operação Lava Jato para tomar outras providências”, diz a nota.

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