PREVENÇÃO
Saúde alerta para prevenção e sinais de gravidade de doenças respiratórias em crianças
Queda das temperaturas, clima mais seco e a permanência prolongada em ambientes fechados e pouco ventilados, cresce a circulação de vírus respiratórios
Publicado em 11/06/2026 às 15:40
A proximidade do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, acende um alerta para o aumento das doenças respiratórias, especialmente entre crianças. Com a queda das temperaturas, o clima mais seco e a permanência prolongada em ambientes fechados e pouco ventilados, cresce a circulação de vírus respiratórios e o risco de complicações como a pneumonia.
De acordo com dados da Sesa, crianças de até um ano de idade são as mais afetadas pela pneumonia. Em 2025, o Paraná registrou 1.611 internações nessa faixa etária em decorrência da doença. Entre crianças de 2 a 12 anos, foram contabilizadas 1.308 internações.
Segundo o pneumologista pediátrico Carlos Roberto Lebarbenchon Massignan, do Hospital Infantil Waldemar Monastier, uma das unidades hospitalares do Estado, muitas pneumonias têm início após uma infecção viral aparentemente simples.
Muitas vezes, a criança apresenta inicialmente sintomas como febre, coriza, tosse e mal-estar, que podem evoluir para quadros mais graves, como a pneumonia”, explica o especialista. Pais e responsáveis devem observar atentamente sintomas como febre persistente, prostração, irritabilidade, diminuição do apetite e alterações no padrão respiratório. Em bebês, sinais como redução das mamadas e sonolência excessiva também exigem atenção.
PREVENÇÃO
Além da vacinação em dia, medidas simples podem reduzir significativamente a propagação das infecções respiratórias. O pneumologista ressalta que a higiene das mãos continua sendo uma das estratégias mais eficazes para evitar a transmissão de vírus e bactérias.
“A lavagem correta das mãos não impede que o vírus exista, mas ajuda a interromper sua propagação. Quando uma pessoa tosse ou espirra nas mãos e toca superfícies ou outras pessoas, pode transmitir agentes infecciosos. Por isso, lavar as mãos com frequência, secá-las adequadamente e utilizar álcool 70% quando necessário são medidas fundamentais”, afirma.
Também recomenda-se manter os ambientes ventilados, adotar etiqueta respiratória, cobrir boca e nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas e manter hábitos saudáveis. “Uma alimentação equilibrada, boa hidratação, consumo regular de frutas, verduras e legumes, além da vacinação atualizada, fortalecem o organismo e contribuem para a prevenção das infecções respiratórias”, acrescenta.
Fonte: Portal da Cidade Douradina
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